Atualizado em: 27 setembro 2011


O Homem que sabia Javanês - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “O Homem que sabia Javanês” de Lima Barreto
“O Homem que sabia Javanês” foi publicado no ano de 1911 na Gazeta da Tarde nos moldes dos antigos folhetins.

Lima Barreto, nessa obra como em tantas outras, satiriza a falsa sabedoria, a artificialidade de alguns intelectuais, o poder dos títulos e cargos, a necessidade de possuir ou fingir conhecimentos, a troca de favores, as aparências e tantas outras atitudes hipócritas da sociedade da época.

O autor desenha um protagonista malandro, oportunista, esperto, mentiroso, mas somente porque existem “otários” prontos para caírem em suas artimanhas e facetas.

Resumo

Castelo é o narrador e protagonista da história que, em um botequim, conta orgulhoso a um amigo sobre o golpe que dera em um Barão.

Castelo vivia viajando e realizando maracutaias aqui e acolá, pois sempre tinha que se mudar das pensões por falta de pagamentos.

Odiava trabalhos regulares e com horários monótonos e, por isso, observava observar as oportunidades com cuidado para, de forma inescrupulosa e fraudulenta, conseguir alguma vantagem.

Castelo conhece o Barão de Jacuecanga que estava interessado em aprender javanês por questões familiares, não tendo real interesse na língua, e se passa por um legítimo professor de javanês. O Barão, acreditando em todas as suas mentiras, ajuda a construir perante a sociedade a imagem de Castelo como um sábio intelectual professor de javanês.

Além da malandragem e esperteza, Castelo conta com a sorte para não ser desmascarado. Ele é enviado para um congresso em Paris, mas por engano é enviado para a seção de tupi-guarani e fica livre de provar seus conhecimentos em javanês. Quando iria servir de intérprete a um marinheiro javanês é salvo na última hora por um cônsul impaciente.

Castelo passa a ser considerado em alta pela sociedade e pelo Barão que, ingenuamente, dá a ele uma parte de sua herança.


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