O Homem que sabia Javanês – Resumo

“O Homem que sabia Javanês” foi publicado no ano de 1911 na Gazeta da Tarde nos moldes dos antigos folhetins.

Lima Barreto, nessa obra como em tantas outras, satiriza a falsa sabedoria, a artificialidade de alguns intelectuais, o poder dos títulos e cargos, a necessidade de possuir ou fingir conhecimentos, a troca de favores, as aparências e tantas outras atitudes hipócritas da sociedade da época.

O autor desenha um protagonista malandro, oportunista, esperto, mentiroso, mas somente porque existem “otários” prontos para caírem em suas artimanhas e facetas.

Resumo

Castelo é o narrador e protagonista da história que, em um botequim, conta orgulhoso a um amigo sobre o golpe que dera em um Barão.

Castelo vivia viajando e realizando maracutaias aqui e acolá, pois sempre tinha que se mudar das pensões por falta de pagamentos.

Odiava trabalhos regulares e com horários monótonos e, por isso, observava observar as oportunidades com cuidado para, de forma inescrupulosa e fraudulenta, conseguir alguma vantagem.

Castelo conhece o Barão de Jacuecanga que estava interessado em aprender javanês por questões familiares, não tendo real interesse na língua, e se passa por um legítimo professor de javanês. O Barão, acreditando em todas as suas mentiras, ajuda a construir perante a sociedade a imagem de Castelo como um sábio intelectual professor de javanês.

Além da malandragem e esperteza, Castelo conta com a sorte para não ser desmascarado. Ele é enviado para um congresso em Paris, mas por engano é enviado para a seção de tupi-guarani e fica livre de provar seus conhecimentos em javanês. Quando iria servir de intérprete a um marinheiro javanês é salvo na última hora por um cônsul impaciente.

Castelo passa a ser considerado em alta pela sociedade e pelo Barão que, ingenuamente, dá a ele uma parte de sua herança.