Atualizado em: 1 setembro 2011

O Cortiço - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra O Cortiço de Aluízio de Azevedo

Aluízio de Azevedo é considerado um dos pioneiros do naturalismo no Brasil, isso significa que o autor foi um dos primeiros responsáveis a introduzir na literatura brasileira o conceito de que o mundo poderia ser explicado através das forças da natureza, de que o ser humano está sujeito as características biológicas e ao meio social que o rodeia, entre outros temas que reforçam a teoria do evolucionismo, o uso da linguagem coloquial, os desejos e instintos humanos, a miséria, a loucura, entre outros.

O escritor nasceu no Maranhão em 1857, escreveu vários romances, entre eles, o Cortiço e faleceu na Argentina em 1913. O Cortiço é uma das suas obras mais conhecidas e um dos livros mais importante do movimento naturalista e, por isso, aborda sem medo e, em alguns casos com exagero, a fragilidade e a natureza humana e as questões sociais relacionados ao crescimento demográfico desordenado e o surgimento dos cortiços e favelas.

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Muitos consideram o próprio Cortiço como personagem principal da obra, pois é ele que transforma e caracteriza os personagens, além de ser claramente descrito como um ente que acorda e abre suas portas e janelas.

Resumo

A história começa com a chegada de João Romão, português avarento, egoísta e ambicioso que herda uma vendinha de outro português que morrera. João começa a construir, próximo a vendinha, os primeiros cômodos que dariam origem a sua estalagem e contrata a escrava Bertoleza, com a promessa de que pagaria sua alforria com o antigo Senhor, trato que nunca cumpriu.

Outro português constrói um sobrado ao lado de João Romão que passa a invejá-lo por achá-lo mais rico. Nesse ínterim, vários outros personagens vão surgindo, se instalando no cortiço e fazendo parte da dinâmica do local. Absorvendo características brasileiras e perdendo características portuguesas.

A obra não foca em um único enredo ou personagem, o autor explora todos os defeitos e características dos moradores do cortiço através de histórias paralelas. Há traições, violências sexuais, assassinatos, incêndios, bebedeiras, brigas, disputas e égide do zoomorfismo está sempre presente, pois os personagens sempre são comparados com características e aspectos animalescos.

Por fim, a rivalidade entre os moradores do “Cortiço” e do cortiço vizinho “Cabeça de Gato”, gerado pelo português Jerônimo que se apaixonara por Rita Baiana que namorava com Firmo que morava no “Cabeça de Gato”, acaba destruindo o local.

João Romão faz parte da reconstrução, realizada agora por moradores da classe média, e desejando tornar-se parte da aristocracia, denuncia Bertoleza para seu antigo senhor que acaba se matando para evitar a escravidão, que, sem notar, já vivia ao lado de João Romão.

O enredo parece um pouco sombrio, pois o livro trata das mazelas dos cortiços e da miséria humana, mas a verdade é que o autor retrata todas essas questões de forma divertida, engraçada e cativante.

A leitura é agradabilíssima e é praticamente impossível não rir com as histórias que acontecem dentro daquele Cortiço.

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