Atualizado em: 23 setembro 2011

Morte e Vida Severina - Resumo

Veja neste artigo, o resumo do livro “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto

O livro “Morte e Vida Severina” é uma obra espetacular em que o autor, João Cabral de Melo Neto, evoca, com maestria singular, a vida do sertanejo brasileiro através de uma narrativa ao ritmo das cantorias sertanejas e da Literatura de Cordel, tão comuns no sertão.

“A obra tem caráter regionalista, inspirada na riqueza contida no folclore pernambucano e na finitude do ser que, na obra, é abordada através da antítese entre a “morte e vida”.

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Resumo

Severino é uma personagem alegórica, ou seja, ele representa a situação do homem sertanejo em sua luta contra a fome, pobreza, miséria, doença e morte. Severino é como tantos outros severinos do sertão que vivem em uma serra magra e ossuda e que fogem dela em busca de melhores condições, mas somente encontram morte, seca, fome e mais miséria.

Toda essa desgraça causa grande angústia e incerteza em Severino que dúvida de seu futuro e do futuro de sua família.

Pelo caminho, Severino encontra um homem assassinado por um pedaço de chão, chega a uma casa em que estão cantando excelências para um defunto e lá, acredita que será mais fácil amansar a terra, e assiste ao enterro de um trabalhador que, finalmente, recebera a quantia de terra a que tinha direito. (Esse trecho, bastante conhecido, é de uma beleza e verdade extraordinárias).

E por fim, quando o filho de José, o mestre carpina, nasce Severino e seu compadre reconhecem a beleza da vida, mesmo quando “de uma vida severina”.

 

O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia

 

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