Atualizado em: 23 setembro 2011

Meus Poemas Preferidos - Resumo

Veja neste artigo, o resumo do livro “Meus Poemas Preferidos” de Manuel Bandeira

O poeta Manuel Bandeira, que nasceu em 1886 na cidade de Recife no estado do Pernambuco, selecionou seus poemas prediletos e os juntou na obra “Meus Poemas Preferidos”.

A coletânea está estruturada em quatro temas básicos: a morte, a humildade, a sensibilidade e a infância.

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Resumo

Os poemas relacionados à infância do autor abrangem o período entre seus 06 e 10 anos de idade (1882 a 1886), que para Bandeira, foram os melhores 04 anos de sua vida

“Quando comparo esses quatro anos de minha meninice e quaisquer outros quatro anos de minha vida de adulto, fico espantado com o vazio destes últimos em cotejo com a densidade daquela quadra distante.”

Esse saudosismo pela infância e a temática da morte utilizada em suas poesias são totalmente compreensíveis, pois Bandeira adoeceu muito cedo e logo depois seu pai, mãe e irmão faleceram.

Em relação à humildade presente em sua obra, pode se afirmar fazer parte do tom pessoal de poeta, que costuma utilizar o coloquialismo e abordar recorrentemente o cotidiano.

Tudo na vida de Bandeira foi desenhado e delineado pela tuberculose. Ele se tornou poeta porque não pode continuar a estudar arquitetura. Ele escrevia sobre sua infância e sobre a morte, devido as experiências causadas pela doença.

Até seus relacionamentos com as mulheres também foram determinados por essa condição e, por isso, em sua obra, a sensualidade está relacionada ao desejo por prostitutas.

 

Profundamente

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

– Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.

 

A Tuberculose, O Confessionalismo

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
– Respire.
– P
– O senhor tem escavação no pulmão esquerdo e o direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

 

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