Atualizado em: 12 setembro 2011

Marília de Dirceu - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “Marília de Dirceu” de Tomás Antônio Gonzaga
Tomás Antônio Gonzaga foi um poeta do Arcardismo, escola literária cujos autores adotavam nomes pastoris em homenagem aos humildes pastores que viviam em comunhão com a natureza.

O poeta que escreveu poemas líricos voltados aos temas pastoris e de galanteio à sua pastora Marília Dorotéa Joaquina de Seixas, publicou a obra “Marília de Dirceu” em 1972 em Lisboa, enquanto cumpria exílio em Moçambique.

O livro, constituído de poesias, está dividido em três partes, mas a terceira tem sua autenticidade contestada por alguns críticos e não será tratada nesse artigo.

Resumo

A primeira parte da obra foi escrita por Gonzaga antes de sua prisão e nesta, o autor, empregou as composições convencionais de um pastor, Dirceu, que celebrava a beleza da amada, Marília, mas em outros trechos a ansiedade da paixão do autor pela adolescente torna-se predominante.

A segunda parte foi elaborada enquanto o autor encontrava-se preso na Ilha das Cobras e, por isso, os poemas expressam solidão, saudade e pessimismo, além de um forte tom confessional.

Para muitos, é na segunda parte que se encontram a melhor poesia do autor.

De qualquer forma, em sua maioria, a liras de Gonzaga apresentam características relacionadas ao bucolismo, ao otimismo, a vida burguesa e a simplicidade.

 

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que viva de guardar alheio gado;

De tosco trato, d’ expressões grosseiro,

Dos frios gelos, e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal, e nele assisto;

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!


Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook