Atualizado em: 23 setembro 2011

Libertinagem - Resumo

Veja neste artigo, o resumo do livro “Libertinagem” de Manuel Bandeira

Libertinagem foi escrito em 1930 e é considerado por muitos como a consagração de um poeta maduro que passou a ter um modo inconfundível de dizer as coisas e com um domínio completo do ofício. A obra apresenta uma sucessão de poemas extraordinários, marcados pelo humor, originalidade, erotismo e uso de imagens.

Toda a obra foi escrita em uma composição lírica libertadora, pois de acordo com o poeta, ele não queria “mais saber do lirismo que não é libertação”. O autor explora o coloquialismo, a fala cotidiana e popular, usa prosaísmo poético e cria poemas de notícias de jornal e de expressões comuns.

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Resumo

O livro aborda os aspectos autobiográficos, ora de forma melancólica, como em Não sei dançar, Andorinha e Profundamente; ora de forma irônica, como em Pneumotórax; ou de forma ocasional, como em Vou-me embora pra Pasárgada.

O poema Evocação ao Recife foi escrito com um forte apelo saudosista e Mangue retrata algumas das paisagens mais recentes conhecidas pelo autor na época.

Os poemas relacionados ao cotidiano são Irene no Céu e Poema tirado de uma notícia de jornal enquanto o poema Poética e O último poema abordam a metalinguagem.

No poema Não sei dançar, o período carnavalesco sugere libertação, pois o prefeito dança com a empregada, usa-se éter, a crioula é imoral, entre outros.

No poema Irene no céu, Bandeira transforma imagens em arte onde a linguagem simples de Irene é poesia e o céu é um lugar sem discriminação racial ou social.

O poema Vou-me embora para Pasárgada é um dos mais conhecidos do autor e revela o desejo do poeta em encontrar um lugar seguro e agradável. Esse recurso, chamado de escapismo, é uma fuga da realidade através da imaginação.

O Poema tirado de uma notícia de Jornal confunde o leitor que não consegue decidir se realmente é um poema ou uma notícia.

Na Evocação do Recife, Bandeira recorda sua infância durante seus quatro e seis anos, período em que aprendeu com seu pai que a poesia estava em tudo, “tanto nos amores quanto nos chinelos”.

 

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