Atualizado em: 5 setembro 2011

Capitães da Areia - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “Capitães da Areia” de Jorge Amado

Jorge Amado, baiano de nascimento e de coração, nasceu em Itabuna em 1912 e desde sua tenra juventude demonstrou grande talento para a literatura. Através de redações e jornais fundados nos grêmios das escolas em que estudou, Jorge Amado cativou professores e alunos.

Durante sua vida, trabalhou em jornais como repórter, publicou poemas, fundou revistas, atuou como ator e escreveu vários romances, entre eles, o livro “Capitães da Areia” que, na época da Ditadura Vargas, foi considerado subversivo e foi queimado em praça pública.

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Resumo

A obra Capitães da Areia é narrada em terceira pessoa por um narrador expectador que não se envolve nem interfere nos acontecimentos. O enredo se passa no Trapiche, hoje conhecido como o Solar do Unhão, na cidade de Salvador na Bahia, onde os capitães da areia circulavam livremente cometendo furtos, assaltos e crimes.

O chefe do grupo conhecido por toda a cidade alta como capitães da areia é Pedro Bala, cuja agilidade lhe rendeu o apelido. Pedro, assim como a maioria dos meninos do bando, não tinha pais nem ninguém que olhasse por eles. O “bando” era formado em sua maioria por garotos que, comandados por Pedro Bala, realizavam furtos pela cidade para garantir a subsistência.

As personagens mais importantes são os garotos do grupo que são descritos de acordo com suas personalidades e apelidados de acordo com suas características físicas ou intelectuais.

O Pedro Bala, chefe do grupo, após a vida com os capitães da areia tornou-se grevista e ficou conhecido como um perigoso inimigo da ordem. O Professor, único garoto do grupo que sabia ler e que era o responsável pelo planejamento das ações criminosas, depois de alguns anos recebeu um convite e virou pintor no rio de Janeiro. O Gato, garoto bonito, elegante e malandro, que possuía um caso com Dalva, uma das mulheres da noite, mudou-se para Ilhéus para tentar a vida.

O Sem Pernas, coxo de uma perna, agressivo e rancoroso, que se fazia de vítima para entrar nas casas dos ricos e descobrir as falhas de segurança, se suicidou jogando-se do elevador Lacerda. João Grande, garoto burro e forte, que defendia os menores do grupo, foi embora em um navio.

O Pirulito, magro e alto, com vocações religiosas, parou de roubar e foi auxiliar o padre José Pedro, único clérigo da região que se preocupava com os capitães da areia.

Boa Vida, o mais malandro do grupo, passou a viver pelos morros compondo e criando sambas.  O Volta Seca, apaixonado pela história dos cangaceiros e por Lampião, foi para o Nordeste e realizou  seu sonho entrando para o grupo de Lampião.

Dora, a única garota do grupo, considerada por alguns como uma mãe e por outros, como irmã, assim como os pais, morreu queimando de febre.

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