Atualizado em: 29 setembro 2011

Boca do Inferno - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “Boca do Inferno” de Ana Miranda

Boca do Inferno, publicado em 1989, é o romance de estréia da escritora Ana Miranda.

O livro, que já foi traduzido em diversas outras línguas, é considerado um romance histórico, apesar do seu caráter ficcional. A narrativa, ambientada na Bahia do século XVII, foi construída com base no período em que o militar Antônio de Souza de Menezes, conhecido como Braço de Prata, devido uma “prótese” em seu braço, governou a cidade de Salvador e perseguiu a facção política liderada por Bernardo Vieira Ravasco e constituída pelo poeta Gregório de Matos, o Boca do Inferno, e o padre Antônio Vieira.

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Resumo

No início da narrativa, o estado da Bahia é descrito como um paraíso natural, belo e encantador, mas repleto de demônios aliciadores de almas que as arrastam para o inferno.

O alcaide-mor Francisco Teles de Meneses é emboscado por oito homens e, em seguida, assassinado por Antônio de Brito. Entre os envolvidos no crime de cunho político, estão Bernardo Ravasco, irmão do padre Antônio Vieira e Moura Rolim, primo de Gregório de Matos.

Após o crime, todos os homens fogem, mas o governador Braço de Prata inicia uma feroz perseguição contra todos.

Antônio de Brito é encontrado e, após ser torturado, entrega todos os outros envolvidos. O padre Antônio Vieira é poupado por ser um representante papal, mas o governador exige que Bernardo Ravasco se entregue e que ele seja destituído do cargo de Secretário do Estado. O governador, procurando pressioná-lo, prende sua filha Bernardina Ravasco e prende Maria Berco, empregada dos Ravascos e amante de Gregório de Matos.

Após uma investigação liderada por um novo procurador, o governador é obrigado a soltar todos por falta de provas.

Bernardo, após ser solto e expatriado e seu filho ocupa seu antigo cargo.

O governador Braço de Prata é destituído do poder e outro governador assume seu cargo.

Gregório que fazia críticas ferrenhas também aos governos subsequentes é expatriado para Angola. Após alguns anos, Gregório volta para o Brasil, mas é proibido de escrever suas sátiras mordazes.

E o padre Vieira continua sua luta por justiça social até sua morte, no ano de 1967.

 

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