Atualizado em: 12 setembro 2011

Auto da Barca do Inferno - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente

Gil Vicente escreveu a obra “Auto da Barca do Inferno” em 1517. O livro é uma das obras mais representativas do chamado teatro vicentino e está classificado como um “auto da moralidade” pautada na sátira social.

Um “auto” é uma peça com a finalidade de divertir e instruir cujos temas, apesar de voltados exclusivamente para os aspectos da moralidade, podem variar entre religiosos e profanos ou sérios e cômicos. Um auto brasileiro bastante conhecido é o “Auto da Compadecida” escrita por Ariano Suassuna e adaptado para o cinema.

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Na peça de Gil Vicente, a sociedade portuguesa da época é retratada através do julgamento das almas que, em sua maioria, têm como destino a Barca do Inferno.

Resumo

A história se passa em ancoradouro ou porto onde estão atracadas a barca do Inferno e a barca da Glória.

As almas começam a surgir para serem julgadas e, finalmente, encaminhadas aos seus respectivos destinos. O Diabo, que conduz a barca do Inferno, conhece o íntimo de cada alma e o exibe de forma zombeteira e irônica.

O Fidalgo, que representa os nobres da época, é encaminhado à barca do Inferno devido sua vida de luxúrias e pecados, não sendo poupado nem pelas compras de indulgências nem pelas orações encomendadas.

O Onzeneiro ainda apegado às riquezas mundanas e levado pelo Diabo que não permite que ele retorne para buscar sua fortuna.

O Parvo é encaminhado para barca da Gloria por sua humildade e valores, apesar de usar de malícia para driblar o Diabo. Ele é um dos poucos personagens que não são condenados ao fogo eterno.

O Sapateiro é condenado por ser um explorador.

O Frade chega acompanhando de sua amante e acredita merecer a glória dos céus, mas o Diabo revela seus defeitos e o condena a barca do Inferno.

Brísida Vaz é condenada por seus atos de “cafetina.

O Judeu é condenado ao inferno por não seguir a fé cristã. Neste trecho é importante ressaltar que na época em que Gil escreveu a peça, os judeus eram perseguidos pelo reinado de D. Manuel.

O Corregedor, o Procurador e o Enforcado são condenados ao Inferno e somente as últimas almas de Cavaleiros das Cruzadas recebem a glória.

 

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