Modificado em: 23 setembro 2011

A Luneta Mágica - Resumo

Veja neste artigo, o resumo do livro “A Luneta Mágica” de Joaquim Manuel de Macedo
A Luneta Mágica, publicada em 1869 por Joaquim Manuel de Macedo, é um misto de contos de fadas bem diferente das obras mais famosas do autor.

No livro, Joaquim Manuel de Macedo apresenta de forma humorada e crítica a ambiguidade entre o bem e o mal e a situação sócio-cultural do final do Segundo Império, em um enredo que se assemelha à ficção científica.

Resumo

Simplício, narrador e protagonista, é míope física e moralmente. Fisicamente é incapaz de distinguir qualquer coisa a duas polegadas dos olhos e moralmente é incapaz de ponderar a realidade com bom senso e sabedoria.

O rapaz, parvo e ingênuo, tornara-se órfão aos 12 anos de idade e, por isso, vivia com o irmão Américo que cuidava da herança, com a tia Domingas e com a prima Anica.

Simplício, após várias tentativas frustradas, descobre através de Reis, o gravador de vidros, que um armênio vindo da Europa possuía habilidades mágicas e, talvez, pudesse fabricar as lentes que o ajudariam com a miopia.

Desejoso de enxergar o mundo, Simplício encontra com o armênio que lhe entrega uma luneta mágica, advertindo-o que, se a luneta for fixada por mais de três minutos em alguém ou alguma coisa, a visão do mal será apresentada e se for fixada por mais de treze minutos, a visão do futuro ficará acessível, mas neste caso, a luneta se quebraria antes.

Em casa, maravilhado com tudo que conseguira ver com a luneta, Simplício, acreditando ser impossível ver o mal em tais maravilhas, passa a fixar a luneta por mais de três minutos e começa a ver maldade em tudo e todos. Os animais e insetos parecem cruéis em suas atividades diárias, o sol é feio e terrível e as pessoas são más, mesquinhas e interesseiras. A desconfiança cresce em Simplício e ele passa a desconfiar de todos.

A cidade inteira e sua família acreditam que ele está ficando louco. Triste e desolado com a situação, Simplício encontra novamente o armênio que lhe dá outra luneta afirmando que desta vez, após os três minutos, a visão do bem surgirá.

Acreditando novamente que não haveria mal algum em ver o bem, Simplício, não acata a advertência do armênio e começa a enxergar bondade em tudo e em todos e a confiar cegamente nas pessoas que se aproveitam dele e riem por suas costas.

Avisado por alguns verdadeiros amigos sobre o fato, fica confuso e angustiado e resolve se jogar do parapeito do Corcovado, quando o armênio aparece, lhe entrega a luneta do bom senso e lhe explica que cada um tem suas qualidades e seus defeitos.


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