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Jogador de série-B marca dois gols olimpicos




Se marcar um gol olímpico já é difícil, o que dizer de dois numa mesma partida? O feito, bastante inusitado - se não for algo inédito na história do futebol -, ocorreu neste último final de semana na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, em partida válida pela Copa Federação Paulista de Futebol. O meio-campista Luiz Henrique, do Paulista B, fez dois gols de escanteio no empate de 5 a 5 com o Ituano (assista aos gols no vídeo ao lado).

Os dois lances foram bem parecidos. De perna esquerda e do lado direito do campo, Luiz Henrique percebeu o posicionamento do goleiro, a velocidade do vento e arriscou o chute. Segundo o meia, de 21 anos de idade, nenhum dos gols foi lance de sorte. Ele queria mesmo balançar a rede (e quase fez o terceiro).

- Eu treino bastante jogada de bola parada. Nas vésperas das partidas, bato pelo menos 20 escanteios por dia. Mas no treino é difícil fazer gol, porque os goleiros do clube já estão espertos. Nesse jogo, o vento estava favorável - explica Luiz Henrique, lembrando que é o cobrador oficial de pênaltis, faltas e escanteios do Paulista.
“O vento estava favorável e eu chutei as duas bolas para o gol mesmo. Mas nem sonhava que apareceria no Fantástico”
Luiz Henrique, meio-campista do Paulista

Bastante tímido, o jogador só começou a perceber as conseqüências do seu feito na noite de domingo. Seus dois gols foram destaques no programa “Fantástico” da TV Globo. Foi só acabar a exibição dos lances para o seu telefone começar a tocar. Tocar não, disparar!

- Meu telefone não parou! É gente dando parabéns, me elogiando… Não imaginei que iria repercutir tanto. Achei que tinha acabado ali, no estádio mesmo, com as poucas pessoas que foram assistir à partida. Nem sonhava que apareceria no Fantástico - espanta-se.

Estes não foram os seus primeiros gols olímpicos. O meia lembra de uma partida no ano passado, durante a Taça São Paulo de Juniores, contra o Figueirense, quando também marcou um gol de escanteio. Os lances do final de semana, porém, já o transformaram em celebridade na pequena Itatiba (95.648 habitantes), cidade vizinha a Jundiaí, onde mora.

- O assédio está muito grande. O pessoal me pára na rua, me reconhece, vem falar comigo…

Também, não é todo dia que alguém faz dois gols olímpicos



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Imprimir este artigo | Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007 | Escrito por Luiz Moreno

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