Atualizado em: 2 março 2011

Setores da economia reagem à alta dos juros

Setores da economia reagem a alta dos jurosHá poucos minutos o Copom encerrou reunião onde ficou definido que a taxa de juros básicos, a Selic, foi reajustada em mais 0,5 ponto percentual. Como o aumento, a taxa Selic sobe para 11,75% ao ano.

Imediatamente após o encerramento da reunião, setores da economia se manifestaram contrários ao aumento.

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A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) chamou de “exagero”. “Os impactos desse ciclo de elevação da taxa de juros irão desaquecer nossa economia ainda mais no futuro próximo”, disse o presidente da federação, Paulo Skaf.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), criticou o aumento. “Diante do novo aumento da taxa básica de juros, fica evidente que, sem auxílio efetivo da política fiscal, o ciclo de aperto monetário imporá elevados custos ao país em termos de financiamento de longo prazo, produção e geração de empregos”, diz a entidade.

A Força Sindical criticou a elevação da taxa básica de juros (Selic) para 11,75% ao ano. “Ao elevar a taxa Selic, o governo, mais uma vez, atende aos interesses do capital especulativo, com uma clara demonstração de que o espírito conservador continua orientando a política monetária nacional”, diz a nota divulgada pelo sindicato.

O aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros “é inadequada e desconsidera a tendência atual de evolução dos preços e da atividade econômica”, de acordo com avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) o aumento da taxa básica de juros (Selic) vai inibir a geração de empregos no país. Segundo o sindicato, que é filiado a Central Única dos Trabalhadores (CUT), “não há  há embasamento técnico que justifique esse aumento”.

Via Agência Brasil

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