Atualizado em: 1 setembro 2011

COPOM baixa os juros para 12%

A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária

taxa jurosA decisão de baixar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano foi do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária. A ação tomada foi devido às turbulências nos mercados internacionais, fruto da nova etapa da crise financeira, e à pressões políticas.

Essa foi a primeira queda dos juros básicos desde o meio do ano de 2009, no mês de julho. Desde lá só havia aumento. Foram cinco reuniões consecutivas de elevação. No fim de 2010, a taxa básica da economia estava em 10,75% ao ano. Mesmo com o corte de juros nesta quarta-feira, 31 de setembro, o ultimo encontro, a alta acumulada em 2011, até o momento, é de 1,25 ponto percentual.

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Portanto, essa baixa acabou surpreendendo o mercado financeiro, praticamente uma surpresa, já que era esperado que os juros fossem mantidos. Tendo por base a curva de juros futuros, que representa a aposta dos bancos, porém, parte das instituições financeiras já apostava em uma redução de juros nesta quarta-feira.

Abaixo veja a explicação que o Copom deu para a baixa dos juros:

“O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

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