Atualizado em: 2 março 2011

Brasil corta gastos para esfriar a economia

Brasil corta gastos para esfriar a economiaO ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o corte drástico no orçamento de 2011 aprovado pelo governo tem a função de desacelerar a economia, e fazê-la crescer a um ritmo mais sustentável.

Sem o corte de 50 bilhões de reais no orçamento oficial, Mantega disse que a economia do Brasil poderia crescer 7,5% em 2010, um índice considerado muito alto e poderia provocar inflação.

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“É uma aceleração excessiva para a economia brasileira, então nós estamos conduzindo a economia a um nível sustentável”, disse o ministro em entrevista coletiva.

Antecipou que com o novo nível de despesa pública, a economia brasileira deve atingir um crescimento de cerca de 5% em 2011, que considerou mais sustentável e diminui o risco de pressões inflacionárias.

“Estamos tomando medidas para manter o crescimento sustentável, não para não derrubar a economia e ter um crescimento insignificante como no passado”, disse Mantega.

Este é o corte mais drástico adotado nas despesas públicas brasileiras.Os ministérios mais atingidos pelos cortes incluem as Cidades, Defesa, Turismo e Esporte.

Os Ministérios da Educação e dos Transportes também sofrerão cortes volumosos, mas proporcionalmente são pequenos, pois são unidades com níveis elevados de despesas.

Por sua parte, a ministra do Orçamento e Planejamento, Miriam Belchior, explicou que novas contratações serão reduzidas. Ela disse que o orçamento de 2011 prevê 15 bilhões de reais, mas irá cortar 3,5 bilhões de reais.

Ambos os ministros destacaram que os cortes não afetarão os programas sociais do governo e projetos de infra-estrutura, incluindo as necessárias para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro de 2016.

Eles observaram que os subsídios estabelecidos para os empréstimos de produção serão reduzidos pela metade para alcançar os 7 bilhões de reais, enquanto o financiamento e os recursos de capital terão uma redução de 36 bilhões de reais.

Mantega disse também que este ano não será possível a aquisição de 36 caças para a Força Aérea porque “não há espaço fiscal” para um custo estimado de pelo menos 5 bilhões de dólares. Com o corte, a FAB observa seus equipamentos serem sucateados ano após ano, uma prática já bem conhecida por aqui.

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