Modificado em: 7 maio 2010

Título de Eleitor Digital

Título de Eleitor Digital

As eleições de 2010 estão aí, mas o Título Eleitoral Digital certamente só será implantado para as eleições de 2012.

Depois de completar 10 anos, a inovação da urna eletrônica ganha um aliado: o velho título de eleitor será substituído por uma identificação digital. A lei foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara que determina a inclusão de foto e impressão digital nos títulos eleitorais e o recadastramento de todo o eleitorado brasileiro no prazo de dois anos após a vigência da lei. Durante o recadastramento, todos os títulos deverão ser trocados pelo novo modelo. O projeto ainda será analisado pelo Plenário e pelo Senado. Conforme a proposta, o título de eleitor também deverá conter, além de outros dados de identificação do eleitor, data de nascimento, filiação, os números do CPF e da carteira de identidade expedida pela Secretaria de Segurança Pública e a impressão digital. Atualmente, o título contém data de nascimento e espaço para impressão digital, que só é utilizado pelo eleitor analfabeto. Para isso as urnas deverão ser modificadas. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), até agora já foram compradas 25 mil novas urnas acompanhadas de um equipamento que reconhecerá o eleitor depois que ele apertar três dedos no aparelho. Esta novidade será implantada gradativamente já que o Congresso precisará aprovar uma lei exigindo o recadastramento de todos os eleitores, que precisarão deixar suas impressões digitais nos computadores do TSE. A intenção é que toda a eleição de 2012 já seja feita com o novo sistema, mas para isso a lei precisará ser aprovada até julho deste ano. Infelizmente no nosso país ainda há vícios no processo eleitoral, fraudes, eleitores fantasmas e outros graves problemas. A colocação de fotografia do eleitor no título contribuirá para evitar grande número de fraudes, em prol da busca da verdade eleitoral. Hoje o sistema eletrônico brasileiro é um dos mais modernos do mundo e com a vantagem da urna eletrônica “colher” os dados off-line impossibilitando assim ataques remotos, já que não está conectada na internet. Isto gerará um gasto enorme aos cofres públicos, mas ainda é a melhor forma para obtermos eleições com resultados corretos.

Vamos aguardar!


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