Atualizado em: 3 março 2011

NASA fala sobre a maior atividade solar em 100 anos

Nasa fala sobre a maior atividade solar em 100 anosA NASA apresentou ontem uma teoria que explica o declínio da atividade solar ocorrida entre 2008 e 2009, que especialistas dizem ser a maior dos últimos 100 anos.

Nesse período, as manchas solares quase desapareceram completamente, e devido a diminuição da atividade solar, a atmosfera superior da Terra esfriou e o campo magnético do Sol, enfraquecido, espalhou radiação de alta energia para o sistema solar em números recordes.

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O Sol passa por ciclos regulares de atividade aproximadamente a cada 11 anos, quando há um pico de tempestades que distorcem e até mesmo atravessam o campo magnético da Terra.

Durante o período de atividade máxima, o Sol é salpicado com manchas, erupções solares e a cada segundo, milhões de toneladas de plasma solar são emitidos em direção aos planetas, incluindo a Terra.

Quando acontece o chamado mínimo solar, ocorre o inverso, uma menor frequência de manchas solares e tempestades, porém desta vez foi muito mais longo que o normal.

Depois de anos de estudo, os cientistas descobriram que “os fluxos de plasma no interior do Sol interferem com a formação de manchas solares e, assim, prolongam o mínimo solar,” disse Nandi Dibyendu, do Instituto Indiano de Pesquisa Ciência e Educação de Calcutá.

O laboratório Solar Dynamics Observatory (SDO) forneceu as informações para criar o modelo de computador feito pelo Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo da Índia.

A diminuição da radiação solar causou o esfriamento da atmosfera superior da Terra. Como resultado, reduziu a decomposição normal dos dejetos espaciais que começaram a acumular na órbita da Terra, o que sublinha a importância da compreensão do ciclo solar completo.

Os cientistas estão conscientes destas mudanças na atividade solar e que tempestades solares podem causar flutuações na rede elétrica, deixar sem uso os satélites e afetar o trabalho dos astronautas no espaço.

“Esta pesquisa mostra como as observações do SDO promovem novas teorias e técnicas avançadas de trabalho”, disse Richard Fisher, diretor da divisão de heliofísica da Nasa.

Via NASA

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