Atualizado em: 19 junho 2015

Jogos Cooperativos para Educação Infantil

Jogos cooperativos unem as crianças e as fazem trabalhar em grupo, despertando mais o trabalho em equipe e fazendo com que todos se ajudem a atingir o objetivo.
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Jogos cooperativos unem as crianças e as fazem trabalhar em grupo. (Foto: Divulgação)

Jogos cooperativos unem as crianças e as fazem trabalhar em grupo. (Foto: Divulgação)

Os jogos cooperativos para educação infantil são jogos que facilitam a aproximação e a aceitação, onde é preciso que haja ajuda entre os membros da equipe, essencial para se alcançar o objetivo final. Com eles aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, um solidário, e não mais como um adversário. A criança quando joga aprende a se colocar no lugar do outro, priorizando sempre os interesses de todos.

São jogos para unir as crianças e ensinar princípios básicos, reforçando a confiança em si mesmo e nos outros que jogam. Nesses jogos ganhar ou perder são apenas referências para um continuo aperfeiçoamento pessoal e coletivo.
Os jogos cooperativos resultam numa vontade de continuar jogando, e aceitar todos como são verdadeiramente, pois as pessoas estão mais livres para se divertir.

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Jogos Cooperativos para Educação Infantil

Jogo da Travessia

Esse jogo tem como objetivo perceber e vivenciar o poder de realização coletiva quando saltamos do paradigma do individualismo para a Consciência da Cooperação. O objetivo também é estimular a criatividade, empatia, diálogo grupal, apoio mútuo, confiança, organização-caótica, resolução de problemas e disposição para realizar o (im)possível.

Objetivo Comum: Navegar do “porto seguro” para o “ponto futuro”… Todos juntos!

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Como é feito o jogo?

O Grupo é organizado em 04 Times (“barcos”) com aproximadamente o mesmo número de participantes. • Cada Time é formado por “tripulantes” sentados cada um numa cadeira (“parte do barco”), lado a lado. Os Times formados são posicionados como lados de um grande quadrado (“porto seguro”). Porém, deixando os cantos mais espaçados. Isto é, um “barco” não se encosta ao outro. Todos os barcos voltados para o centro do quadrado. Espaço: • Um salão amplo para acolher todo o Grupo.

O que precisa para jogar?

Uma cadeira (sem braço e em boas condições) para cada participante. Desenvolvimento: É importante criar uma atmosfera lúdica desde o início. Para isso, pode-se criar um enredo, um cenário adequado ao momento. Por exemplo, imaginando um grupo de velejadores sendo desafiado a realizar diferentes manobras para aperfeiçoar suas co-opetências de navegação. 1 o .

Começando o jogo

O Jogo da travessia é um dos jogos cooperativos. (Foto: Divulgação)

O Jogo da travessia é um dos jogos cooperativos. (Foto: Divulgação)

Cada barco deverá sair de seu “porto seguro” e chegar no “ponto futuro”. Isto é, navegar para o outro lado do quadrado, imediatamente à frente de cada respectivo barco. Todos os tripulantes devem chegar levando o próprio barco (as próprias cadeiras). Quando todos os barcos alcançarem seu “ponto futuro”, o desafio é vencido por todos! Condições de Navegação: Imaginando que todo o piso do ambiente corresponde às águas de um oceano muito frio e povoado por tubarões, todos os barcos deverão navegar respeitando 2 condições: a) Nenhuma parte do corpo pode tocar a água (o piso). Incluindo calçados, roupa e qualquer outro tipo de material. Afinal, a água é muuuito fria e cheia de TUBARÕES!!! b) O barco (as cadeiras) não pode ser arrastado. Depois de todos os barcos terem alcançado o “ponto futuro” e celebrado essa conquista, desafiamos o Grupo, como um único Time, a se posicionar em ordem alfabética… Respeitando as mesmas Condições de Navegação!!! Um aspecto fundamental do Jogo Cooperativo é a comemoração de cada pequena-grande realização do Grupo. Ao final do 2o . Desafio, convidamos todos os “tripulantes” (que a essa altura, provavelmente, estarão em pé sobre as cadeiras) a darem as mãos e “mergulharem” no oceano… Agora com as águas aquecidas pelo calor compartilhado durante toda a Navegação (im) possível! Re-Creação: Existem muitas variações para este Jogo, para torná-lo mais desafiador e divertido. Vão desde a colocação de alguns obstáculos (“rodamoinhos”, “piratas”, “furacões” etc.), até a implementação de diferentes características de “tripulação” (vendar, amordaçar ou amarrar braços e pernas). • Para facilitar o desafio para grupos mais jovens ou na falta de cadeiras, podemos substituir as mesmas por folhas de jornal aberto e estendido no chão. • Durante o Jogo é muito interessante também utilizar músicas relacionadas ao tema (ex.: “como uma onda no mar” – Lulu Santos). Até porque, depois de uma boa Navegação Cooperativa, provavelmente “nada do que foi será do jeito que já foi um dia”! Toques: Esta “Navegação” (im)possível desafia as pessoas a saírem de seu “ponto seguro” e partir na direção do “ponto futuro”. Um Jogo Cooperativo muito potente que estimula romper a inércia provocada pelo comodismo ou pela resignação. Este é um deságio que pode nos impulsionar em direção de realizar nossas mais essenciais aspirações e alcançar metas aparentemente (im)possíveis…. desde que naveguemos orientados pela bússola da Cooperação.

Jogo Pessoa para Pessoa

Para Cooperar é preciso se aproximar mais uns dos outros e da gente mesmo. Que tal jogarmos para diminuir a distância e desfazer as barreiras que nos distanciam?

Objetivo do jogo

Despertar a atenção e tempo de reação. Diminuir a distância entre as pessoas e promover o contato. Desfazer preconceitos e incentivar a criatividade. Exercitar a Liderança Circular.

Como funciona o jogo

O Jogo pessoa pra pessoa é fácil de jogar e aumenta o contato entre todos. (Foto: Divulgação)

O Jogo pessoa pra pessoa é fácil de jogar e aumenta o contato entre todos. (Foto: Divulgação)

Joga-se como um único grupo e com participação ilimitada. Espaço aberto ou fechado, compatível com o número de participantes e livre de obstáculos. Nenhum material é necessário.

Inicia-se incentivando as pessoas a caminhar livre e criativamente pelo ambiente (andar com passo de gigante; de formiguinha; andar como se o chão tivesse pegando fogo; com um tique nervoso etc.). Depois de alguns poucos minutos, fala-se em voz bem alta, 2 partes do corpo (mão na testa; dedo no nariz; orelha com orelha; cotovelo na barriga etc.). A este estímulo, todos deverão formar uma dupla e tocar, um no outro, as partes faladas pelo Focalizador, o mais rápido possível! Por exemplo: – “Mão na testa” . Cada pessoa deverá encontrar um par e tocar sua mão na testa do outro e vice-versa.

Quando todos estiverem em duplas e tocando as partes faladas, o Focalizador reinicia o processo, propondo a caminha livre e criativa…Após 2 ou 3 dessas combinações o Focalizador pode dizer em voz alta o nome do jogo: “Pessoa pra pessoa”. Nesse momento, todos – inclusive o Focalizador – devem formar uma nova dupla e abraçar um ao outro, bem agarradinho para garantir o encontro. Com a entrada do Focalizador diretamente no Jogo, haverá um desequilíbrio numérico: alguém irá ficar sem par. – “E o quê a gente faz com quem sobra?!!”. Diferente dos Jogos convencionais, aquele que sobra não será castigado, nem excluído. Quem sobrou virá Focalizador e re-inicia o Jogo servindo ao grupo, ao invés de ser servido por ele.

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