Atualizado em: 30 março 2011

EUA enviará robô para Fukushima

O governo dos EUA enviará robôs ao pais do sol nascente para ajudar a controlar a emergência nuclear que afeta a central de Fukushima Daiichi, que foi danificada pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 11 de março.

 

ROBÔS ESPECIAIS

Um funcionário do Departamento de Energia dos Estados Unidos disse em um painel do Senado Federal, que um robô resistente à radiação será enviado ao Japão para ajudar na crise.

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Um porta-voz do departamento disse que um robô do Laboratório Nacional de Idaho será enviado juntamente com várias câmeras à prova de radiação.

Peter Lyons, um subsecretário interino de energia, disse que os funcionários japoneses estavam “muito, muito interessados” em aprender mais sobre as capacidades dos robôs dos Estados Unidos.

Operadores dos EUA também serão enviados junto com os robôs para treinar os técnicos japoneses, disse Lyons.

Os robôs a prova de radiação, presumivelmente, poderiam trabalhar em áreas onde os níveis de radiação causariam danos e até mesmo matar uma pessoa.

Os trabalhadores da avariada planta de Fukushima Daiichi foram expostos a altos níveis de radiação e sofreram queimaduras.

 

EXPERIÊNCIA ANTERIOR

Fukushima-WorkersStephanie Mueller, um porta-voz do Departamento de Energia, disse que já usou robôs controlados remotamente para executar limpeza ambiental e outras atividades em ambientes contaminados, embora nunca em um reator nuclear em risco, como o do Japão.

O dispositivo que será enviado ao Japão está equipado para fornecer elementos visuais, análises radiológicas e os dados cartográficos em regiões da planta que são inacessíveis aos seres humanos devido aos níveis elevados de radiação, potencialmente acima das orientações de segurança recomendadas.

Além de robôs, o Departamento de Energia já enviou para o Japão cerca de 40 funcionários e mais de 7,7 toneladas de equipamento, disse Lyons.

 

EUA BUSCA PREVENÇÃO

Enquanto isso, os reguladores do governo dos EUA dizem que eles estão revisando uma ampla gama de problemas que poderiam afetar os 104 reatores nucleares dos EUA, incluindo a sua capacidade de se proteger contra desastres naturais e ataques terroristas, e sua capacidade de resposta para completar a uma interrupção completa do fornecimento de eletricidade, além da sua capacidade para lidar com acidentes com o combustível nuclear.

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