Atualizado em: 24 fevereiro 2011

Taxa de juros deve subir em ritmo mais lento

Segundo previsões de Tulio Maciel, chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central (BC), a taxa de juros não deve ter um aumento tão significativo com o que houve em janeiro deste ano.

Entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, houve um acréscimo de 3,2 pontos percentuais nos juros para as famílias, ficando em 43,8% ao ano, índice que é o maior deste outubro de 2009, no auge da crise financeira internacional, quando os juros anuais bateram 44,2% ao ano.

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Taxa de juros deve subir em ritmo mais lentoPara as pessoas jurídicas, o aumento foi menor, de 1,4 ponto percentual, totalizando 29,3% ao ano, no entanto, mesmo com um aumento menos expressivo, este índice foi o maior desde fevereiro de 2009 (30,9% ao ano).

“A gente não espera obviamente esse ritmo de crescimento da taxa de juros observada em janeiro. É um aumento relativamente alto, se olhar a série histórica. É natural que isso não venha a se repetir”, afirmou Maciel.

Segundo o BC, este aumento das taxas de juros ocorrido em janeiro foi influenciado pelas medidas preventivas de redução da liquidez no mercado financeiro e de restrição de crédito com prazos mais longos, majoritariamente o financiamento de automóveis. “O impacto das medidas macroprudenciais é mais efetivo nos primeiros meses. Há uma mudança das condições das operações e isso se reflete nas taxas de juros em janeiro”, disse Maciel.

concessões de crédito para a compra de veículos As concessões de crédito para a compra de veículos em janeiro em relação a dezembro caíram 33,5%. No total, as concessões para pessoas físicas tiveram queda de 9,3%. No caso das empresas, a redução no período foi de 19,1%. Segundo Maciel, a queda nas concessões para pessoas jurídicas é típica desta época do ano.

Sobre a inadimplência, Maciel afirma que não há preocupação. “Neste momento, a inadimplência mostra-se comportada, dentro do que esperávamos”. Segundo ele, o prazo médio das operações, que deve cair, e o aumento da renda e do emprego são fatores que devem contribuir para manter a estabilidade da inadimplência.

A maior dificuldade para liberação de crédito para financiamento de veículos pode forçar a diminuição da taxa de juros praticada no setor, bem como a implementação de promoções por parte das concessionárias. Esperemos que sim, pois os juros do setor são altíssimos, principalmente nos financiamentos de longuíssimo prazo.

Via Agência Brasil, sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil

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