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Dólar fecha em forte alta nesta quarta-feira


 

O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira seguindo o movimento mundial da divisa frente a diversas moedas, em sessão marcada pela cautela do mercado com possíveis medidas do governo no âmbito cambial.

A moeda americana subiu 1,75%, encerrando a R$ 1,69 para venda. Nesta semana, o dólar acumula alta de 2,42%, devolvendo parte das quedas que se seguiram ao anúncio do grau de investimento.

“Temos uma forte saída de posição de carry trade (tipo de operação que lucra com o diferencial de juros entre países) e uma volta para ativos em dólar”, disse Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez.

“É um movimento global de realização (de lucros) em moedas”, afirmou o economista, em referência a alta do dólar que se repetiu frente a diversas moedas.

Voss ainda lembrou que os mercados acionários globais davam espaço para a alta da moeda americana. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operavam em forte queda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também apresentava números vermelhos, enquanto que o risco-País subia 7 pontos.

Segundo um operador de câmbio de uma corretora que preferiu não ser identificado, os investidores estão cautelosos após o anúncio do grau de investimento para País e aguardam para avaliar se realmente irá ocorrer uma “enxurrada de dólares” e quais serão os movimentos do governo.

O mercado aguarda possíveis medidas do governo para incentivar as exportações e conter uma eventual deterioração adicional do dólar frente ao real.

Em relatório, Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora, afirma que o mercado cambial está em um período propício para volatilidade já que os “estrangeiros, normalmente ‘vendidos’ estão ‘comprados’ a preços mais altos do que os atuais e em razão disto não estimulam que o dólar ‘derreta’ no mercado futuro da BM&F”.

Dados da BM&F mostram que no dia 6 de maio, os estrangeiros possuíam aproximadamente US$ 1,5 bilhões em posições compradas - o que mostra uma aposta cautelosa na alta da moeda.

Ainda em seu relatório, Nehme lembra que as “fortes” posições compradas físicas (à vista) dos bancos ajudam a sustentar a alta do dólar.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, definindo a taxa de corte a R$ 1,6846.



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Imprimir este artigo | Quarta-feira, 7 de Maio de 2008 | Escrito por Carlos Alberto

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