Atualizado em: 3 julho 2012

Inti Raymi - Festival Religioso

A população inca é diferenciada por suas vestes, comidas típicas e religião. Em suas celebrações a deuses, danças e oferendas eram oferecidas ao deus Sol, no festival Inti Raymi que acontece apenas em Junho. A veneração acontece para a boa colheita e gratidão ao deus.
Você Sabia?
Os incas acreditavam que, lugares e objetos estranhos eram habitados por seres sobrenaturais, onde eram construídos templos em veneração aos deuses e a prática de sacrifícios a animais e humanos.
Inti Raymi

As celebrações religiosas incaica, Inti Raymi realizadas em Junho.

O festival Inti Raymi (em quéchua, Festa do Sol) é um festival, que era também celebrado por povos Incas, até o ano de 1200, e era realizada na cidade de Sacsayhuamán, a dois km da cidade Cuzco, no Peru. A cada mês, os incas tinham o costume de realizar festivais, cada um se referindo a algum deus, como na ajuda da colheita, da chuva, sacrifícios, etc. O festival é celebrado em Junho, onde ocorre o solístico, onde o sol fica mais distante da Terra (ocorre também em dezembro).

Inti Raymi

Os incas tinham o Sol e a Lua como os principais deuses, relacionados com rei e rainha. Também acreditavam que a cidade de Cuzco era o centro do Universo. Seus deuses eram importantes quanto à colheita e sacrifícios, realizados em cada mês. A maioria de suas celebrações eram realizadas antes do pôr do sol. A celebração do Sol acontecia na cidade de  Aucaypata, que hoje é nomeada de Plaza das Armas de Cuzco. Cerca de 100 mil incas esperavam pelo sol, descalços.

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Suas demonstrações eram feitas com os braços para o ar, jogando beijos para o alto. Em seguida, os incas brindavam com Chicha, em duas taças de ouro. O chicha era uma bebida muito consumida, feito com milho e outras ervas, como o funcho, pau de canela e a madioca e frutas cítricas.

Para ser feito, as mulheres mastigavam o milho e cuspiam-o, para assim retirar o açúcar do amido. As taças da esquerda eram bebidas por parentes e as da direita, eram jogadas em um jarro de ouro. Depois, o povo ia até Corincancha, ou o Templo do Sol, onde traziam suas oferendas e animais eram sacrificados. A carne do animal era repartida entre os presentes.

A Invasão Espanhola

Com a invasão espanhola, a religião foi proibida por Francisco de Toledo, 1572. Por ser considerada pagã aos olhos da Igreja Católica, outros religiosos também invadiram o território para impor a sua ideologia. Os espanhóis tentaram também destruir alguns templos, como o Corincancha.

Outros templos evangélicos foram erguidos sobre alguns deles. Mas, o interessante é que, em fenômenos naturais, os templos criados pelos espanhóis eram totalmente destruídos. Isso por que, os incas tinham uma maneira peculiar de criar casas e templos, de forma perfeita, fazendo com que sobrevivesse por anos, como por exemplo a “pedra de doze ângulos”. Sua tecnologia era muito mais avançada que outros povos europeus, tal como dos egípcios.

A Celebração Hoje

Mesmo com a proibição dos espanhóis, as celebrações continuaram a ser praticadas clandestinamente. Com o tempo, foi-se considerando um marco cultural, onde ainda é realizado. O Inti moderno começou no ano de 1944, onde o escritor Faustino Espinoza Navarro e fundador da Academia Peruana da Língua Quechua escreveu sobre os povos incas e sua religião, inspirados nos escritos de Garcilaso De La Veja.

A celebração é feita quase da mesma maneira que antes, mas claro que, sem sacrifícios. Milhares de turistas do mundo inteiro vão até Peru para conhecer seus templos antigos, as belezas do lugar e participar das celebrações. Em algumas ocasiões, casais vão até o lugar com a intenção de matrimônio, onde são realizadas as festas. Entre as celebrações há também a veneração a deusa Pachamama, a Mãe Terra.

Fotos Celebração Inti Raymi

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Vídeos Inti Raymi

Inti Raymi 1

Inti Raymi 2

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