Atualizado em: 14 julho 2010

Frida Kahlo – Biografia

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, mais conhecida como Frida Kahlo, nasceu em 6 de julho de 1907 na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, que naquela época era uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México.

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Filha de Guillermo Kahlo, um homem de ascendência luterano alemães e Matilde Calderón y Gonzalez, uma mulher de origem indígena e espanhola que se casaram logo após a morte da primeira esposa de Guillermo durante o nascimento do seu segundo filho.

Embora o casamento tenha sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a terceira.

Durante a maior parte de sua vida, no entanto, Frida se manteve próxima ao seu pai.

Sua família continua tendo presença no mundo artístico até os tempos atuais; a atriz, escritora e cantora Dulce María é sua sobrinha-bisneta.

Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida.

A poliomielite deixa uma lesão no seu pé direito e, graças a isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau).

A partir disso, ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo, o colete de gesso na tela intitulada “A Coluna Partida”).

Durante a sua longa convalescença, começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

A sua vida sentimental também parece ter sido muito conturbada, tendo sido casada, por duas vezes, com Rivera, o famoso muralista mexicano, cerca de 20 anos mais velho do que ela.

Nas telas, Frida pintava muito sobre a sua própria realidade: Suas dores físicas, mentais, no casamento, sua admiração pelo povo mexicano e repugnância ao imperialismo norte-americano e europeu, etc.

Vamos agora falar da classificação de sua arte.

Diziam que ela não gostava de ser classificada como surrealista, mentira, apesar de ser ela não aceitava ser classificada como tal (“Pensaram que eu era surrealista, mas não era nunca pintei sonhos, pintava minha própria realidade.”).

Quando conhecemos o mínimo sobre a sua vida vemos que a sua pintura não é incoerente com a realidade, abstrata, fora do normal ou imaginária, ou seja, surrealista

Seu último quadro foi um retrato de Stálin, que ficou inacabado.

Frida em 1953 teve que amputar os pés, por causa de uma gangrena – conseqüência do seu problema de saúde – mas como ela mesma disse: “Pés para que os quero se tenho asas para voar?” E apesar de tanto sofrimento Frida militou e pintou até o último momento. Sua última aparição pública foi onze dias antes de sua morte – de cadeira de rodas – numa manifestação contra a derrubada do governo eleito da Guatemala, de Jacobo Arbenz, pelo USA.

Seu fim foi muito sofrido, teve que tomar altas doses de morfina para suportar a dor. Morreu de embolia pulmonar, e a última frase do seu diário mostra que ela sentia-se preparada para morrer e se permitiu.

Ela que era uma materialista uma ironia com a cultura mexicana de reencarnação: “Espero alegremente a saída, e espero nunca mais voltar – Frida”.

Hoje sua casa, conhecida como A CASA AZUL, virou um museu sobre ela, expondo ao público tudo que deixou.

Rivera morreu um ano após a sua morte, e como não podia ter filhos, não deixou descendente. Frida eternizou-se nas pinturas; no seu diário, traduzido em outras línguas; nas telas, com os filmes: Frida Natureza Viva (1983) do diretor Paul Leduc – filme mexicano. E Frida (2000) da diretora Taymor – filme norte-americano.




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