Atualizado em: 20 agosto 2010

Curupira – Histórias e Lendas

Dia 22 de agosto comemoramos o dia do folclore.

Folclore é o conjunto de tradições e crenças de um povo.

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Pode ser percebido na alimentação, na linguagem, no artesanato, religiosidade e vestimentas de um país.

A palavra surgiu de dois vocábulos antigos. “Folk” em inglês significa “povo” e “lore” que significa “conhecimento”.

Assim Folk + Lore quer dizer conhecimento popular.

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive.

Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo e assim conheceremos ao mesmo tempo, sua história.

Para que certo costume seja realmente considerado folclore, é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

O folclore brasileiro é rico em lendas, danças, comidas e principalmente a cultura popular de cada região, com suas peculiaridades que encantam turistas do mundo inteiro.

Uma das histórias que encantam o nosso folclore é a lenda do Curupira.

Curupira

O curupira é um ser muito especial que segundo a crença popular, habita em florestas, sua função é a de proteger as plantas e os animais, além de punir quem os agredir.

O curupira é descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores.

Além disso, dizem que o curupira gosta de sentar nas sombras das mangueiras e se deliciar com os frutos, mas se ele sentir que está sendo vigiado ou ameaçado, logo começa a correr a uma velocidade tão grande que os olhos humanos não conseguem acompanhar.

Muitos dizem que existem curupiras que se encantam com algumas crianças e a levam embora para longe dos seus pais por algum tempo, mas são devolvidas quando atingem mais ou menos os sete anos de idade.

Com isso, as crianças “seqüestradas” e posteriormente devolvidas, nunca voltam como eram, em razão do fascínio que passam a sentir pela floresta onde viveram.

Para proteger os animais, o curupira usa mil artimanhas, procurando sempre iludir e confundir os caçadores, utilizando gritos, assobios e gemidos, fazendo com que o caçador pense que está atrás de um animal e vá atrás do Curupira, e este faz com que o caçador se perca na floresta.

Ao aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos troncos das árvores.

Assim, ele vê se elas estão fortes para agüentar a ventania.

Se perceber que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele avisa a bicharada para não chegar perto.

O Curupira também pode encantar os adultos.

Em muitos casos contados, o Curupira encanta os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas.

O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos.

Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: “estou sendo encantado pelo Curupira”, pensa o encantado.

Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem, escondendo a ponta de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: “quero te ver achar a ponta”.

A pessoa mundiada deve aguardar um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.

Diz à lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem ele xeretou.

Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.

Linda lenda, não acha?

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