Atualizado em: 18 julho 2011

Um pouco da história de Johnny Truelove em Alpha Dog

foto de Johnny Truelove

Foi em 2005 que um dos 10 homens mais procurados do FBI por tráfico de drogas foi preso em Saquarema, no Rio de Janeiro, e deportado para os Estados Unidos 36 horas depois. Jesse James Hollywood ganhava dinheiro fácil vendendo drogas e levava uma vida boa na Califórnia. Morava em uma grande mansão e tinha um Mercedes na garagem. Quando cometeu uma das suas maiores bobagens, teve de fugir do seu país para não pegar prisão perpétua.
Ainda que não leve o seu nome, sua vida está sendo contada no cinema, no filme “Alpha Dog”, que estreiou no dia 18 de maio. No longa-metragem dirigido por Nick Cassavetes (“Um Ato de Coragem”), Hollywood é Johnny Truelove (Emile Hirsch), um traficante de renome que alimenta o vício de um bando de marmanjos tatuados.

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Por falar em bando, no reino animal, alpha é aquele macho mais forte e líder que consegue mais alimento e as melhores fêmeas que os demais (talvez daí o nome).
A fita começa com imagens antigas, de crianças brincando, e uma música lenta. Quando começam a aparecer os rapazes em uma festa na casa de Truelove regada a bebida, drogas e um monte de mulheres, a trilha sonora muda para hardcore, tentando mostrar que muita coisa mudou.
A narrativa conta a partir de novembro de 1999, quando o tatuado Jake Mazursky (Ben Foster, o anjo de “X-Men: O Confronto Final”) deve uma quantia razoável para o traficante e os dois começam a brigar. Para forçar a barra, Truelove seqüestra o irmão caçula de Jack, Zack (Anton Yelchin), de modo a conseguir o dinheiro de volta. Quem toma conta do garoto de 15 anos é o amigo de Johnny, Frankie Balanbacher (Justin Timberlake), que acaba se afeiçoando ao rapaz, inclusive dando a opção de ele se mandar.
Antes que eles levem a história adiante, o pai de Truelove, Sonny, vivido por Bruce Willis, tenta convencê-lo a se entregar, antes que seja capturado e pegue prisão perpétua. A mãe do garoto, Olivia (Sharon Stone), enlouquecida com o desaparecimento do filho, mobiliza a cidade, aciona a polícia e chora.
O longa mostra a violência desenfreada e a conivência de alguns pais perante o comportamento estranho dos filhos. As imagens vão contando a história cronologicamente e somando, aos poucos, as testemunhas que presenciam o ato criminoso do bando. A história é boa, tem o roteiro conciso, mas se perde um pouco no final, quando tudo precisa ser resolvido às pressas. Neste momento o espectador fica confuso e por isso a fita perde a força. A câmera de Cassavetes “invade” a vida de Truelove e o aproxima do espectador, que fica dividido e não sabe se tem empatia pelo rapaz ou raiva.
Embora o traficante tenha sido preso no Brasil, no filme ele não é. A única coisa que nos faz lembrar de nosso país é a música de Bebel Gilberto ao fundo, que canta a versão em inglês da ótima “Garota de Ipanema”.

Fonte: Folha de Alphaville

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