Atualizado em: 9 setembro 2013

A Lenda da Loira do Banheiro - História

Lendas urbanas são divulgadas de forma oral, através de e-mails ou pela imprensa e constituem um tipo de folclore moderno.
Você Sabia?
Que o folclore é a cultura de origem popular;constituído pelos costumes, lendas ,mitos e o conjunto de caráter popular de um povo.
Loira do Banheiro 2

A loira do banheiro é sem dúvida uma das lendas urbanas mais conhecidas

A Lenda da Loira do Banheiro é considerada mais uma lenda urbana brasileira, sendo que esta personagem fantasmagórica que assombra a imaginação dos estudantes brasileiros, seria Maria Augusta, filha do visconde Franciscus D’A Oliveira Borges e da viscondessa Amélia Augusta Cazal.

Maria Augusta que era filha de Francisco de Assis de Oliveira Borges, Visconde de Guaratingetá e de sua segunda esposa, Amélia Augusta Cazal, nasceu no ano de 1866, em terras ultrapassavam os limites da atual Rua São Francisco.

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Sobre o Caso

A moça tinha uma beleza que encantava os ilustres visitantes que passavam pelo vale do Paraíba, e como naquela época, os casamentos eram “arranjados” levando-se em conta os interesses dos pais, o Visconde de Guaratinguetá resolveu casar Maria Augusta, com apenas quatorze anos, no dia 1º de abril de 1879 com o ilustre conselheiro do Império, Dr. Francisco Antônio

Dutra Rodrigues, vinte e um anos mais velho que Maria Augusta.

Mas surgiram desentendimentos entre Maria Augusta e seu marido, o Dr. Dutra Rodrigues, motivados talvez pela diferença de idade.

Então, Maria Augusta resolve deixar o Marido em São Paulo e foge para a Europa, com  um titular do Império e alto ministro das finanças do reino, indo morar em Paris, mais especificamente, na Rua Alphones de Neuville.

Maria Augusta frequenta então a alta sociedade parisiense, se sobressaindo nos bailes devido a sua beleza, elegância e juventude.

Sendo que no dia 22 de Abril de 1891, com apenas 26 anos de idade, Maria Augusta veio a falecer, devido à Pneumonia,sendo que alguns afirmam que foi devido a Hidrofobia.

Conta-se também que um espelho se quebrou na casa dos pais de Maria Augusta, em Guaratinguetá no momento em que Maria Augusta morreu em Paris. O atestado de óbito de Maria Augusta desapareceu com o primeiro livro do cemitério dos Passos de Guaratinguetá, assim não pode-se confirmar a causa da morte.

No translado do corpo de Maria Augusta para o Brasil, foram guardados dentro de seu tórax as joias que a moça possuia e pequenos pertences de valor, tudo isso envolto em  algodão, para evitar os resíduos, mas esse pertences foram roubados durante a viagem para o Brasil.

Mas enquanto aguardava a chegada do corpo de Maria Augusta, sua mãe, decidiu construir uma pequena capela no Cemitério Municipal de Guaratinguetá para a filha, com os dizeres: “Eterno Amor Maternal”.

Quando o corpo de Maria Augusta chegou ao palacete da família, sua mãe o colocou em um dos quartos para visitação pública e assim ficou por algumas semanas, enquanto se aguardava o término da construção da capela mortuária. O corpo de Maria Augusta  estava em uma urna de vidro e por isso não sofria com o tempo, então ela aparentava estar apenas dormindo.

Quando a capela ficou pronta, a mãe de Maria Augusta negou-se a sepultar o corpo da filha.

Mas algum tempo depois, após muitos sonhos com Maria Augusta, pedido para ser enterrada e dizendo que não era uma santa ou algo do gênero, para ficar sendo exposta, e da insistência da família, a mãe concordou em sepultá-la.

Entretanto, a casa da família tornou-se futuramente um colégio estadual, e diversas pessoas afirmam terem visto o espírito de Maria Augusta andando por lá. A lenda é de  que Maria Augusta caminha até hoje pelos corredores do colégio, principalmente pelos banheiros devido a sede que seu espírito sente por ter sido colocado algodão em suas narinas e boca.

Então, ela passa pelos banheiros das escolas para abrir as torneiras e beber água,  quando é possível sentir seu perfume e ouvir seu vestido deslizar pelo chão, e ver sua silhueta pelas janelas.

Mas não há relato de atos de maldade cometidos por Maria Augusta, apenas rápidas  aparições .
Já uma funcionária da Escola alega que ouviu Maria Augusta tocar piano.

Também há relatos de que no cemitério onde foi construído um lindo mausoléu branco, à esquerda do portão de entrada do cemitério dos Passos, pessoas veem Maria Augusta passando por entre os túmulos do cemitério, deixando um doce perfume no ar, além de  ouvirem o barulho de tecido arrastando pelo chão.

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